15 de outubro de 2013

Obra da área rodoviária criada no Brasil progride no Exterior

Por: 

Quero Passagem

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Progresso obras rodoviárias

Apesar de o Brasil ser pioneiro na criação de uma das mais importantes obras no setor de mobilidade urbana, não foi dele o mérito de dar continuidade aos programas de incentivo e desenvolvimento na área rodoviária, e por essa razão, hoje depende das mesmas medidas para melhorar o transporte nas suas principais metrópoles. A Colômbia é um exemplo disso. Foi o primeiro países do continente a copiar os corredores de ônibus BRT de Curitiba e dar continuidade aos investimentos em transportes. Hoje o investimento gasto por lá é tido como vitória pelos moradores. Mesmo com a seriedade nas obras, o projeto colombiano só funcionou porque eles souberam adequaram o que tinha aqui com as realidades econômicas, operacionais e sociais de seu próprio país. Jundiaí, uma cidade localizada no interior de São Paulo está se baseando no sistema de corredores de ônibus e integração de linhas do BRT Transmilênio e MIO – Massivo Integrado do Ocidente, da Colômbia, considerado um dos mais desenvolvidos do mundo para tentar resolver os problemas de trânsito, do guichê rodoviário e nos próprios terminais.
O prefeito da cidade Pedro Bigardi, e outras lideranças políticas embarcam até a Colômbia para conhecer o funcionamento do BRT em Cali e o BRT Transmilênio, que foi inspirado exatamente nos modelos brasileiros de Curitiba e do Corredor Metropolitano ABD, de São Paulo. Parecido com o que o país vizinho fez, a prefeitura do município paulista quer é aperfeiçoar o modelo de lá para as necessidades daqui. O importante no final é que os corredores possam ser eficientes, confortáveis, agíeis e baratos para o bolso do cidadão.
O prazo para apresentar um novo projeto de mobilidade é de dois meses, segundo as contas do prefeito. Se a prefeitura conseguir os recursos federais vindos do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, e de outros programas de crédito poderá construir o “Transmilênio de Jundiaí”. Em contrapartida, o governo de Dilma Rousseff já anunciou a liberação de R$ 106 milhões para Jundiaí desafogar as rodoviárias da cidade. Apesar disso a prefeitura aplicaria uma compensação de R$ 13,9 milhões. São três linhas no corredor exclusivo para os ônibus do Centro ao Cecap – Corredor Noroeste, Colônia (Corredor Leste) e Eloy Chaves (Corredor Oeste).

O objetivo também é expandir a quilometragem do BRT. Enrique Peñalosa Londoño era o prefeito de Bogotá, da Colômbia, quando inaugurou em 18 de dezembro de 2000, depois de dois anos de construção, o revolucionário Transmilênio. Diante de dúvidas e muitas incertezas, o prefeito oferecia a cidade um espaço mais amplo e moderno, com pontos para se ultrapassar e a operação de linhas entre um terminal rodoviário e o outro. O objetivo do país colombiano sempre foi aproveitar o espaço urbano com inteligência. A conta feita pelo prefeito de lá era a seguinte: Se um ônibus biarticulado do Transmilênio tem capacidade para transportar 250 pessoas ao mesmo tempo e apenas ocupa 27 metros de comprimento, imagina quanto carros seriam necessários para levar o mesmo número de pessoas. Se a média por carro for para duas pessoas, seriam precisos 125 carros para realizar a viagem.

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