27 de agosto de 2014

Viagens aéreas liberaram 96,3% das emissões de carbono na Copa

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Quem se preocupa com as consequências do aquecimento global e quer ajudar na preservação do meio ambiente precisa pensar duas vezes antes de reservar as passagens aéreas para dentro e fora do Brasil. Durante os 30 dias em que o país recebeu a Copa do Mundo, mais de 90% das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) foram liberadas na atmosfera através de viagens aéreas internacionais e nacionais. Segundo inventário de emissões desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, o torneio futebolístico registou 1,406 milhão de toneladas de carbono espalhadas pelo mundo todo. Apesar de ser difícil de acreditar, o curioso é que foram as companhias aéreas as maiores responsáveis pela poluição, seguidas pelas emissões geradas em rede de hotéis, obras e operações que envolvem o uso intenso de energia elétrica dos estádios e a poluição dos veículos rodoviários. O número comprova o quanto o setor está colaborando para que as mudanças climáticas se tornem cada vez mais comuns no nosso cotidiano e que, precisam adotar medidas sustentáveis o quanto antes para reduzir os estrados causados à natureza, através de suas atividades.

TAM compra créditos de carbono durante Copa do Mundo.

Pressionada por órgãos e grupos ambientais, a companhia TAM acabou comprando 100 mil créditos de carbono para neutralizar suas emissões originadas em 750 voos extras, durante o Mundial. Apesar de o investimento ter sido suficiente para minimizar os prejuízos causados pela poluição nas linhas extras, não foi suficiente para garantir que todo o carbono liberado nos últimos 30 dias tenha sido compensado totalmente. Bem menos poluente do que as aeronaves, os ônibus que operaram através de linhas regulares nacionais nesta Copa do Mundo, tiveram suas emissões compensadas através das ações de 16 empresas enquadradas em certificações de redução de emissões. O evento foi capaz de acumular só no Brasil, mais de 500,5 mil toneladas de carbono.

Imagem: E-farsas

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