16 de agosto de 2016

Crise espanta diariamente 3,2 milhões de passageiros rodoviários

Por: 

Quero Passagem

De acordo com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), o Brasil teve uma redução de 3,2 milhões nas passagens de ônibus por dia entre 2014 e 2015 e os fatores que mais influenciaram nesta perda estão à crise econômica e a falta de políticas públicas para o setor. O levantamento é feito desde 1994 nas capitais de nove estados – Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Sul. A partir dos dados coletados nas capitais desses estados, a NTU faz uma projeção para as outras unidades da federação. De acordo com a pesquisa, 87% dos usuários de transporte público utilizam o ônibus como principal meio de locomoção.

Viajar pelo BrasilPlano de Mobilidade

Para a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos a priorização do transporte público, os planos de mobilidade e diretores das cidades são medidas que poderiam solucionar a redução de usuários registrada nos últimos anos. De 2014 para 2015 a redução foi de 9%, caindo de 382 milhões para 348 milhões, e o setor vem sentindo cada vez mais e procura medidas para retomar a venda dessas passagens rodoviárias. Ainda de acordo com a NTU, a tarifa média ponderada aumentou de R$ 2,86 para R$ 3,39, entre 2014 e 2015. A idade média da frota passou de 4,65 anos para 4,75, em função da queda da produção dos veículos, resultado da baixa demanda. O fator que mais pesa é o aumento constante nos preços das passagens, onde são repassados todos os subsídios como aumento do combustível, sendo o principal ponto que poderia mudar essa realidade.

De acordo com o levantamento, a tarifa média ponderada aumentou de R$ 2,86 para R$ 3,39, entre 2014 e 2015. A idade média da frota passou de 4,65 anos para 4,75, em função da queda da produção dos veículos, resultado da baixa demanda. Seria importante também sair da lógica que somente o passageiro deve pagar a conta, essa é a grande causa de o serviço não melhorar de qualidade. Não que a proposta de tarifa zero seja exequível. Mas é possível obter redução do preço da passagem com recursos para subsidiar o transporte evitando as quedas nas vendas.

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